Retrospectiva 2016 – USA #Diário de Mudança.

Oii gente!

O blog começou com tudo, os vídeos no canal já estão sendo programados, e pra “startar” o blog, eu resolvi fazer uma pequena retrospectiva do que foi o ano de 2016, já que estamos ainda no começo do ano, e antes que ele passe voando, quero guardar aqui essas pequenas memórias de uma grande mudança, na vida e na alma.

#Diário de Mudança ❤

Você se imagina tendo sua vida estabilizada e ainda sim não ser o suficiente pra você?! Sabe aquele sentimento de que falta algo a mais?! Você pensa, “- Porque eu tenho que viver nesse quadrado quando eu posso ter o mundo inteiro, viver e conhecer tantas coisas..” E então decidir onde quero realmente parar, e se eu quero parar algum dia. Talvez sim. Toda mudança dá medo, é excitante, as borboletas na barriga ficam enlouquecidas, não tem jeito. É bom e também é ruim pois toda mudança te da desconforto. E então a gente começa a viver, a experimentar, a aprender e principalmente a mudar e isso inclui crescer. Eu ainda lembro da minha ansiedade, parecia que não estava acontecendo, o sentimento era de uma simples viagem mas a verdade é que eu estava mudando de País sem saber uma data pra voltar. Acabei de completar 9 meses, parece que foi ontem quando vejo tudo que ainda tem pela frente e ao mesmo tempo parece que tem anos pela quantidade de acontecimentos e mudanças que tivemos nesses meses. Quando eu cheguei em NY pela primeira vez, acreditem que eu estava tão maravilhada com tudo que eu não tenho quase fotos dos dias em que fiquei por lá, era um mix de sonho e sentimento de “e agora?” Afinal, eu entreguei apartamento, vendi tudo, outras coisas eu dei, e tudo o que eu tinha meu, como referência de toda vida que criei até os dias de hoje, estavam em uma única mala. Me desapeguei de tantas coisas que eu amava que mostravam a minha identidade e a minha personalidade, afinal aquilo tudo era quem eu era como pessoa.

Na verdade. não! A gente aprende  que isso tudo é ilusório. Eu nunca tive problema com o desapego, mas confesso que lá no fundo algumas coisas tocavam a minha alma como se eu fosse morrer por um momento e ter que me reinventar, sem saber como. Isso até acontece, mas não pelos motivos que a gente acredita ser. Quando você está longe das suas referências e de tudo que você conhece e considera “normal”, ai então é que você se conhece de verdade, a gente até morre um pouco mas renasce pra si mesmo. A gente começa a quebrar algumas barreiras, e ver o quanto somos preconceituosos de alguma maneira, começamos a valorizar o que realmente importa e além disso de fora da nossa vida conseguimos enxergar quem realmente importa e para quem nós realmente importamos. Quem são nossos amigos de verdade, quem são as pessoas que merecem alguma troca de energia. Outras são só desgaste, algumas momentâneas e rasas, e você percebe que não vale a pena manter nada que não te faça ser melhor, não te faça querer ser melhor. Claro que isso também pode ter a ver com a proximidade da chegadas aos 30, e cada ser tem sua própria experiência de existência na terra e pode absorver as mudanças de maneiras diferentes.

As vezes parecemos um pouco distantes, mas na verdade é que estamos muito próximos de nós mesmo. É um momento, uma fase de transformação. Uma vida nova onde a gente tem que aprender a fazer exatamente tudo, como pagar contas em outra língua e cultura, como agir no dia a dia e se torna um pouco mais difícil quando você ainda não é fluente, mas aprende que tudo é possível.

Como viver aqui onde estamos é uma coisa no verão e completamente diferente no inverno. Sensação, sentimentos, possibilidades. E começa fazer sentindo a dica que as pessoas dão sobre chegar no verão caso você venha morar. Sobre ser melhor a adaptação, porque já é muito difícil, e foi. Não saber onde morar no mês seguinte, encontrar pessoas aproveitadoras, e ter um lugar pra passar mais um mês até arrumar o seu próximo “lar”, trabalhar, você precisa de carro, precisa de seguro, tem que abrir conta, e como se pagam as contas?! E descobrir isso tudo, sozinho.

Nossa primeira rua e o primeiro contato com o desconhecido.

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E sabe aquela história de que nos Estados Unidos você consegue tudo de graça, as pessoas colocam coisas que não querem mais em frente das casas para qualquer um pegar, a gente ainda acha isso um máximo. E na nossa segunda ou terceira semana recebemos uma ligação sobre uma TV 50′ em frente a uma casa e lá fomos 00:00 com chuva e um frio de 10° que para nós já era muito frio, recém chegados das férias e do verão. Pesada e com muito custo a trouxemos para o nosso lar temporário e agora tínhamos nossas malas e uma TV que me fez companhia em muitos dias trancada em casa, enquanto Thiago ia trabalhar, eu assistia a filmes antigos para treinar o inglês.

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Então logo depois compramos juntos nosso primeiro carro. Era como se estivéssemos comprando a liberdade, já que, se você não morar no centro de Boston, você não consegue fazer nada a pé, não tem metrô, quase não se vê ônibus, tudo fecha muito cedo, então os meios de transportes não funcionam e não passam por todos os lugares que você precisa. E sim você precisa de um carro pra comprar até uma água. Então os dias começaram a mudar, e hoje ele já não é mais nosso!

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Então chegou o verão…

Nos mudamos pela terceira vez, onde aqui sair ou não seria e é nossa opção, e  fomos viver o calor, conhecer os lagos, praias, piscinas públicas, e descobrir todas as nossas possibilidades…

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… e nos encantar com o estilo de vida e toda essa natureza ao redor…

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… nos viciar em todos esses sorvetes home made incríveis que ficam com filas em todas as casinhas no verão.

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Toda mudança e transformação continuam, os dias difíceis ainda existem, mas a cada dia criamos um novo olhar. O frio na barriga passou, a gente já consegue definir o que ama e odeia na vida americana mesmo que ainda tenhamos muitos passos pela frente. O que era assustador fazer sozinho no início, hoje é normal.

Agora veio o frio, a neve, uma outra fase, e em breve será verão, só que dessa vez, bem mais preparados para aproveitar ainda mais.

Xoxo ❤

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